Como combater o preconceito contra os mais velhos no trabalho

Estudo mostra que estereótipos não têm respaldo científico e mudança depende de esforço coletivo

 

no novo, vida nova? No que diz respeito ao preconceito contra os mais velhos no ambiente de trabalho, nada mudou. Para piorar, o mundo digital pode trazer novos riscos, como mostrou reportagem do jornal “The New York Times” em parceria com o “ProPublica” publicada em dezembro. De acordo com a matéria, anúncios de emprego no Facebook são direcionados a públicos específicos – por exemplo, pessoas até 35 anos – e, graças aos algoritmos utilizados, não há como candidatos acima dessa faixa etária tomarem conhecimento da vaga, mesmo que estejam plenamente capacitados para a função. Afinal, será que estamos diante de um novo tipo de discriminação?

Baby boomers estão chegando em massa à aposentadoria, mas seus empregadores já não os querem mais (Foto: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/47/00486_couvreur.jpg)Baby boomers estão chegando em massa à aposentadoria, mas seus empregadores já não os querem mais (Foto: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/47/00486_couvreur.jpg)

Baby boomers estão chegando em massa à aposentadoria, mas seus empregadores já não os querem mais (Foto: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/47/00486_couvreur.jpg)

Os baby boomers estão chegando em massa à aposentadoria. É uma geração mais bem-sucedida que a de seus pais e avós, e a primeira a colher integralmente os frutos da longevidade, mas que agora também enfrenta um problema coletivo: seus empregadores não os querem mais. A AARP, a associação americana que congrega 37 milhões de pessoas acima dos 50 anos, afirma que dois terços de seus membros já experimentaram ou testemunharam preconceito conta a idade. No Brasil, pesquisa do Datafolha realizada em novembro mostrou que nove entre dez brasileiros acreditam que há preconceito contra os mais velhos, e seis dizem que ele é grande.

Para mudar esse quadro, é necessário um esforço coletivo da sociedade. Eu, por exemplo, decidi não usar mais o termo “tsunami prateado” para me referir ao fenômeno da longevidade, porque não se trata de uma ameaça como uma onda gigante que devasta cidades inteiras. Os mais velhos podem até não ter o mesmo vigor físico, mas experiência e sabedoria compensam e as empresas que investem em times intergeracionais se beneficiam com essa troca.

Veja alguns dos estereótipos mais frequentes no ambiente corporativo a serem combatidos: você já viveu ou reconhece uma dessas suposições?

• Jovens investem mais no desenvolvimento de novas habilidades

• Jovens ficam mais motivados com o trabalho

• Pessoas mais velhas negligenciam a saúde

• Os mais velhos ficam exaustos com o trabalho

• Gente mais velha só pensa em desacelerar e se aposentar

• Os mais velhos têm menos interesse em explorar novas ideias e oportunidades

Pois um estudo da London Business School provou que, estatisticamente, essas conjecturas são falsas, não se sustentam no dia a dia de uma empresa. No entanto, os mais velhos também têm que fazer sua parte, apostando no aprendizado contínuo. Isso tem que ser o projeto de vida desta e das próximas gerações.

Fonte: G1

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