Mucuri: Sete vereadores eleitos foram menos votados que Carlinhos da Ótica

O tal do quosciente eleitoral que serve pra definir quais os candidatos eleitos a vereador e a deputado estadual ou federal, é na verdade uma das maiores injustiças criada pelos políticos brasileiros.

Esse mecanismo na verdade só serve para dar muito poder aos partidos e pouco poder a quem realmente conquista o voto. Só que na verdade o brasileiro não vota em partido. O brasileiro vota no candidato. Seja aquele que vota por afinidade, seja aquele que vota com algum resquício de ideologia. Em ambos os casos o brasileiro não quer nem saber qual o partido que o candidato dele está.

E na eleição municipal de Mucuri aconteceu algo no mínimo inusitado, pra não dizer injusto, até porque regra é regra e como diz Arnaldo César Coelho, a regra é clara.

Na apuração das eleições, quando começou a se apurar os votos, o candidato Carlos Brito (Carlinhos da Ótica) parecia com a sua reeleição garantidíssima. Mas o final da apuração nos reservou um resultado surpreendente.

Carlinhos obteve 532 votos e ficou fora da Câmara, enquanto o candidato Adaias Carneirim com 233 votos (299 a menos) se tornou um dos novos vereadores a assumir uma cadeira na Casa do Cidadão.

Mais surpreendente ainda é que 7 dos vereadores empossados em 1° de janeiro tiveram menso votos que Carlinhos. 4 tiveram menos votos que Sula Policial e 2 tiveram menos votos que Alcio Enfermeiro.

E pra mostrar que o sistema é totalmente ultrapassado, vejam só: 12 candidatos não eleitos foram mais votados que Adaias Carneirim. Se a eleição fosse pelo numero de votos dos candidatos pela ordem dos mais votados O Prof Roberto e Adaias Carneirim não teriam sido eleitos e Carlinhos e Sula estariam dentro.

Por: CARLITO TEIXEIRA

 

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