Plantão Regional: Falta de investimento, sobrecarga, risco aos policiais e aos conduzidos


Teixeira de Freitas: Nossa equipe de reportagem, que cobre diariamente reportagens policiais em todo o Extremo Sul da Bahia, vem recebendo há alguns meses diversas reclamações acerca da “logística” adotada pelo Governo do Estado. Foi criado para o final de semana o Plantão Regional, onde era designado 01 delegado, 01 escrivão e 02 investigadores para atender às ocorrências vindas de outras cidades, enquanto o Plantão Territorial atendia às grandes demandas de Teixeira de Freitas e seus distritos.

Porém, o governo que há alguns anos parou de investir na região, principalmente em Segurança Pública, vem tratando policiais civis e militares como escravos, já que além de terem que se deslocar para Teixeira de Freitas em todos os finais de semana para apresentarem ocorrências e flagrantes, os policias militares das cidades vizinhas, são obrigados a virem a Teixeira de Freitas apresentar qualquer caso que aconteça após as 18h00, de segunda a sexta-feira. Com isso, o Plantão Territorial é obrigado a receber o caso e formalizar os casos.

Os militares saem das suas cidades de origem, correndo riscos na BR 101 e nas BA 290 e BA 001, como aconteceu no dia 14 de fevereiro, onde uma viatura da 89ª CIPM que conduzia um adolescente para Teixeira de Freitas, bateu em um animal. Já os plantonistas da territorial, recebem casos de toda a região, ou seja, o Plantão Regional está acontecendo de segunda-feira a sexta-feira, só que sem o aumento do efetivo e também sem o pagamento para atender às outras regiões, já que o plantão é de Teixeira de Freitas.

O caso vem revoltando os policiais militares e muitos comandantes, que para evitar perseguições e represálias, acabam se calando diante deste absurdo. O SINDPOC já foi comunicado do excesso que ocorre em Teixeira de Freitas, mas, até agora nada foi feito. Nossa equipe volta a falar sobre este absurdo, já que isso contribui diretamente para o aumento da violência. E a explicação é simples, em um município que existe apenas uma viatura de serviço, e os militares que nela trabalham, realizam uma apreensão ou prisão e precisam se deslocar até Teixeira de Freitas, como é o caso das maiorias dos municípios, a cidade fica desassistida, sem policiamento e sem segurança.

Com isso a prática de crimes acaba ficando mais fácil, com a certeza da não presença da polícia. Nossa equipe enviou uma nota para a Secretária de Segurança Pública do estado da Bahia, e aguardaremos respostas a alguns questionamentos, e o principal deles é, até quando os militares e o policiais civis serão feitos de escravos com um Plantão Regional diário?

Por: Rafael Vedra/LiberdadeNews

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