Posto da Mata: Polícia Civil apresenta mandante e autores do bárbaro crime que vitimou “André Moto Táxi”

Teixeira de Freitas: Na manhã desta quarta-feira, 04 de outubro, foram apresentados na sede da 8ª COORPIN em Teixeira de Freitas, o mandante e os autores do bárbaro homicídio, ocorrido no dia 19 de setembro, e que teve como vítima, André Ricardo Costa Borges, de 49 anos de idade, conhecido na região como “André Moto Táxi”. Na manhã do dia 19, policiais militares encontraram o corpo de André próximo ao seu veículo Peugeot/207 Escape, na zona rural de Posto da Mata/Nova Viçosa, sendo que o veículo estava incendiado e o corpo de André parcialmente queimado e com perfurações por arma de fogo pelo corpo, inclusive, um tiro de arma de fogo calibre 12 no rosto. Após o crime, a delegada titular de Nova Viçosa, Waldiza Fernandes e seus investigadores, estiveram no local e realizaram o levantamento cadavérico, dando início às investigações.

Logo após a morte, diversos boatos circularam pela cidade, dizendo que o crime poderia ter sido passional, outros falando sobre suposta dívida. A delegada Waldiza seguiu com as investigações e e seus investigadores pontuaram a rotina da vítima, e detalhou cada passo dado por ele no dia anterior, ou seja, o dia em que ele possivelmente foi atraído pelos criminosos. Com algumas informações em mãos, a delegada solicitou apoio da 8ª COORPIN, e a coordenadora Valéria Chaves determinou que uma equipe estivesse à disposição da delegada. Então, após investigações e diligências realizadas, a Polícia chegou ao mandante do crime, que foi identificado como sendo, Almerindo Rodrigues Ribeiro, 60 anos de idade, vulgo “Mero do Táxi”, natural de Ecoporanga/ES e que reside na Rua Itália, no Bairro Cajueiro, em Posto da Mata.


A delegada, então, solicitou junto ao Judiciário um mandado de prisão temporária, e foi prontamente atendida, e então Almerindo foi preso e conduzido até a sede da Subdelegacia de Posto da Mata, onde confessou que era o mandante do crime. Diante do depoimento do mandante e de informações levantadas nas investigações, a Polícia Civil chegou até os executores, sendo eles, Manoel Messias Rodrigues da Silva, 48 anos de idade, vulgo “Coelho”, que reside no Bloco 60 do Residencial Antônio Costa Filho, no Bairro Colina Verde e Jefson dos Santos Figueira, 19 anos de idade, o vulgo “Jefinho”, que reside no Bloco 63 do Residencial Antônio Costa Filho, também no Colina Verde.

A dupla foi localizada e presa em cumprimento ao mandado de prisão temporária, e na delegacia, Manoel Messias e Jefson confessaram a autoria do crime. Segundo Manoel, ele teria sido contratado por Almerindo, e recrutou o vizinho “Jefinho” para a jornada criminosa. O Jefinho confessou a versão e disse que recebeu R$ 2.000,00 (dois mil reais) pela prática do crime. O trio foi apresentado para a imprensa, mas, os autores não quiseram gravar entrevista. Já a coordenadora Valéria Chaves, falou do brilhante trabalho da delegada Waldiza e seus investigadores, e de toda a Polícia Civil de Nova Viçosa, e frisou o apoio irrestrito a todas as delegacias da região. A delegada falou que o combate ao tráfico vem sendo feito, mas que principalmente, as práticas de crimes contra a vida, vêm tendo resposta rápida. Waldiza Fernandes falou do caso, desde o levantamento cadavérico, até a prisão do mandante e dos autores. Segundo a delegada, a motivação do crime foi uma “rixa” profissional entre o mandante e a vítima, já que segundo Almerindo, a vítima vinha tomando seus clientes. A delegada afirmou que eles possuíam pontos no mesmo local, e na tentativa de ser soberano, Almerindo arquitetou o crime, e contratou os executores.

A delegada Waldiza ainda agradeceu ao apoio da coordenação, na pessoa da delegada Valéria e de toda equipe da 8ª COORPIN, que auxiliou nos trabalhos. “Agradeço a doutora Valéria pelo apoio, mas, também parabenizo os meus investigadores, que não só trabalharam, viveram esse caso de grande repercussão, e pôde dar à família e à sociedade, uma resposta”. O trio segue preso e segundo a delegada, será feito o pedido de prisão preventiva, já que a prisão temporária tem um prazo de apenas 30 dias. Waldiza irá finalizar o inquérito e irá indiciar o mandante e os autores por homicídio qualificado, com requintes de crueldade.

Por: Rafael Vedra/LiberdadeNews

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