Quem foi a princesa Diana e porque ela se tornou um ícone


Há 20 anos, a morte de Lady Di em um trágico acidente de carro emocionou o mundo

Em 31 de agosto de 1997, o mundo parou para chorar a morte de Lady Di. A comoção causada pela tragédia foi sem precedentes e, até hoje, nenhuma outra personalidade emocionou tantas pessoas de forma tão universal. Passados 20 anos do acidente que tirou a vida da princesa do povo, título que lhe foi dado pelo então primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, o legado de Diana ainda ressoa na Família Real.

Desde seu noivado com o príncipe herdeiro Charles, quando era apenas uma tímida jovem de 20 anos, passando por seu papel de mãe dedicada e defensora de causas humanitárias, até sua morte precoce, com apenas 36 anos, Diana desestabilizou a monarquia britânica e marcou uma época. A obsessão da imprensa mundial por sua vida amorosa e familiar alimentou o amor do povo por uma das figuras mais icônicas do século XX.

Amiga de celebridades e personagem midiática, essa aristocrata, cuja imagem pública escondia uma personalidade atormentada, construiu uma popularidade mundial ao demonstrar empatia com os desfavorecidos. Suas confidências privadas revelaram também uma mulher independente que tomou muitas liberdades em relação às tradições da monarquia – e, por isso, muitas vezes enfureceu a rainha Elizabeth II.

E se em vida Diana quebrou protocolos e desprezou as amarras da tradição, chacoalhando realeza britânica, foi sua morte que obrigou a instituição milenar a se modernizar e torna-se mais acessível. Enquanto o povo chorava e colocava milhares de buquês de flores diante das grades do Palácio de Buckingham e do Palácio de Kensington em homenagem à princesa, Charles – seu ex-marido – e a rainha Elizabeth II permaneciam entrincheirados em sua propriedade de Balmoral, na Escócia, sem fazer qualquer declaração durante dias.

Apesar da onda de indignação que crescia em todo o país, a rainha esperou até a véspera do funeral para quebrar o silêncio, durante um discurso excepcional televisionado e que marcou a mudança de postura da monarquia britânica.

NASCIMENTO E FAMÍLIA

Diana Frances Spencer nasceu em julho de 1961 em Sandringham, uma vila no norte da Inglaterra. Seu pai era Edward John Viscount Althorp, assessor pessoal do rei George VI e da rainha Elizabeth I e afilhado da Rainha Mary, avó de Elizabeth II.

Apesar do que muitos acreditam, Lady Di não era plebeia, já que sua família tem descendência direta do rei Charles II, da Dinastia Stuart. Quando seu pai ganhou o título de Conde Spencer, ela passou a ser chamada de Lady Diana Spencer.

CASAMENTO

Depois de terminar seus estudos superiores na Suíça, Diana se mudou para Londres, onde trabalhou como professora de Jardim de Infância. Conheceu o príncipe Charles em 1977, quando tinha apenas 16 anos e ele 29. Depois de um fim de semana com a Família Real no Castelo de Balmoral, na Escócia, em 1980, caiu nas graças da imprensa britânica. A manchete de um dos principais tabloides da época anunciava a nova namorada de Charles: “Ele está apaixonado novamente”.

Alguns meses depois, em fevereiro de 1981, o Palácio de Buckingham anunciou oficialmente o noivado do casal. O casamento foi celebrado em 29 de julho de 1981, na Catedral de St. Paul, três semanas após o aniversário de 20 anos de Diana.

A noiva usou um vestido criado pelos estilistas David Emanuel e Isabel Emanuel, com uma calda de mais de sete metros. Seus sapatos eram cobertos por 150 pérolas e sua tiara feita de prata foi decorada com ouro e diamantes.

Diana estava claramente nervosa. Durante a cerimônia, trocou o nome de seu futuro marido, chamando-o de Philip Charles Arthur George, ao invés de Charles Philip. Mas nada disso arruinou a mágica do evento, considerado “um contos de fadas”. O casamento foi celebrado com a presença de 2.500 pessoas e bateu o recorde de audiência da época para qualquer evento televisionado. Foi assistido por 750 milhões de pessoas em todo o mundo.

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