Decreto vai disciplinar trânsito de carretas no centro de Teixeira

O decreto já foi elaborado, mas ainda não foi assinado pelo chefe do executivo municipal de Teixeira de Freitas. A medida administrativa pretende controlar o horário de circulação, locais de cargas e descargas de veículos pesados no centro de Teixeira de Freitas.

Os detalhes do decreto, com especificações dos horários, só serão divulgados após a assinatura do mesmo. De acordo com o secretário local de Segurança com Cidadania, Coronel Bartolomeu Calheiros, retirar as carretas do centro da cidade não é um interesse apenas do poder executivo, mas de empresas prestadoras de serviço, até mesmo por conta de sua função social, para isso o município e estas empresas estão estabelecendo parcerias para criação do anel viário que vai desviar o trânsito desses automóveis pesados para vias laterais do perímetro urbano.

Ainda segundo Calheiros, a prefeitura trabalha para que as carretas deixem de circular pelo centro comercial ainda este ano. Ele explica que o decreto foi elaborado não por conta da incidência de acidentes envolvendo esse tipo de veículo, mas por causa do transtorno provocado no trânsito e dos danos causados nas vias, rotatórias e outros. Para se ter uma ideia, dos 282 acidentes registrados no perímetro urbano em 2014, apenas dois envolviam veículos pesados.

O acidente do dia 22 de abril, este ano, que vitimou fatalmente o estudante Victor dos Santos Souza, 15 anos, no centro da cidade, levantou o debate sobre a circulação de máquinas pesadas, mas na verdade o tema já era discutido nos poderes Executivo e Legislativo, de onde foram retiradas várias propostas para disciplinar o trânsito nesse sentido.

Em agosto de 2013, por exemplo, o vereador Ailson Cruz indicou através da proposição 462/2013, a construção do anel viário, como forma de reorganização do trânsito.

Em um artigo publicado pela PINI, que é uma empresa de informação especializada no atendimento às necessidades dos profissionais e empresas da indústria da construção civil, o engenheiro Teodomiro Diniz Camargos, explica que os anéis viários desafogam o tráfego por curto espaço de tempo. Soluções como a não degradação da região, a readequação da lei de uso e ocupação do solo, um desenho amigável da via e de seus equipamentos e a estruturação de transporte coletivo de qualidade podem ensejar maior durabilidade e eficiência dessas vias. Segundo ele, os anéis podem responder de forma eficiente do ponto de vista do trânsito e, fundamentalmente, da mobilidade e qualidade urbana, mas é preciso, ainda, projetar vias laterais de trânsito local, para separá-lo do trânsito de longa distância e criar vias de passagem, na quantidade e no desenho adequados para minimizar a secção urbana gerada pela sua construção.

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