Medeiros Neto: Polícia Civil de Minas Gerais prende acusado de assassinar a própria irmã em 2010

Foi preso na última Segunda-feira (20) o motorista de ônibus Beltrão Santana Silva de 55 anos. Ele que é acusado pela justiça baiana de ter assassinado a pauladas, sua própria irmã, a professora Minervina Santana (Chancha).

Beltrão estava dirigindo o ônibus Suplementar 80 (S80) e partia no sentido Cidade Industrial a Jardim vitória, quando uma antiga moradora de Medeiros Neto entrou no ônibus nas proximidades da “Praça da Vilma” e o reconheceu. Esta pessoa então entrou em contato com o Repórter Patrick Brito que de imediato repassou o fato aos investigadores da delegacia Regional Noroeste.

Os Policiais Civis saíram em diligência percorrendo o itinerário do ônibus até avistá-lo e ao passarem pelo coletivo, logo confirmaram que o motorista tratava-se de Beltrão, então os mesmos aceleraram o veículo, que estava descaracterizado, e um dos investigadores ficou em um ponto de ônibus próximo ao Shopping Del Rey, enquanto os demais se dirigiram ao ponto final para o esperar.

O acusado não foi preso no mesmo instante em que o investigador entrou no veículo, pois os passageiros precisavam chegar a seus destinos.

MOMENTO EM QUE A EQUIPE DE INVESTIGADORES TRAÇAVAM OS RUMOS FINAIS DO BOTE CERTEIRO

  

Então muito calmamente o investigador que estava no ônibus ligou para a Delegacia da Região noroeste, onde os demais agentes se encontravam, e pediu que os mesmos se encaminhassem para o ponto final do coletivo, onde La, assim que parou, o assassino da professora Chancha recebeu de imediata voz de prisão dos agentes, que inclusive estavam com seu mandado de Prisão em Mãos. A moradora de Medeiros Neto que pediu para não ser identificada desceu do ônibus um ponto antes do final e ligou para o repórter Patrick Brito confirmando que a prisão teria dado certo.

PONTO FINAL DO ÔNIBUS ONDE BELTRÃO RECEBEU A VOZ DE PRISÃO

Uma mulher que era cobradora do coletivo e proprietária do mesmo, ficou surpresa com a cena que viu e sem entender direito o que estava acontecendo, perguntou a Beltrão:

“O que houve? você vai voltar?
Ele respondeu: Não

E ela ainda perguntou: “E seu dinheiro?”

Beltrão falou: “Passa para meu filho”.

Beltrão ainda disse para os investigadores que já sabia do mandado de prisão, pois no último dia 02 de outubro, um advogado amigo tinha visto o documento em cima da mesa do juiz e alertado seu parente, que por sua vez teria ligado para ele avisando. Porém Beltrão disse que não imaginava que seria tão rápido. NOTA: A Investigação apurou que depois do dia 02 de outubro, Beltrão estaria evitando ir a sua residência, que fica na Rua Barão de Leopoldina, bairro João Pinheiro. Porem os investigadores já tinham em mãos os outros destinos que o foragido costumava ir para dormir, farrear, etc. Então seria apenas uma questão de tempo.

Por desconfiar que Beltrão pudesse estar armado, o Inspetor Robine, que coordenava a operação policial, sugeriu que os civis envolvidos no desfecho, mantivessem a maior distancia possível para evitar qualquer eventualidade que causasse mais uma vítima. Porém, Beltrão não reagiu à prisão e foi imediatamente levado para a sede da Delegacia Regional Noroeste, onde lá foi ouvido pelo delegado plantonista e recebeu a visita de alguns filhos.

PRISÃO CINEMATOGRÁFICA

Uma prisão cinematografia estava sendo articulada para prender o assassino de Chancha, no dia do seu aniversário, que aconteceu no último dia 10 de outubro em uma casa de eventos onde o mesmo completou 55 anos, diante de muita farra regada a muita cerveja e carne. O foragido iria ser preso com cobertura ao vivo da rede Record e havia um destacamento militar para auxiliar a policia civil na captura. A policia inclusive teve acesso a algumas imagens do evento onde constatou-se a presença do procurado, mas antes de dirigir-se ao local verificaram que havia uma pequena falha no mandado e por isso resolveram esperar mais um pouco para capturar o fugitivo com o máximo de perfeição possível.

 

HIPOCRISIA DOS FALSOS AMIGOS

O repórter policial Patrick Brito que está em Belo Horizonte há 30 dias e que foi responsável por 90% de toda a ação que culminou na prisão de Beltrão, disse à reportagem  que anda muito triste com os hipócritas de plantão, pois desde o último dia 25 de junho de 2010, ele vem tomando conhecimento de pessoas próximas, que andaram auxiliando o autor do crime a fugir. O repórter recebeu denúncias de praticamente todos os tramites e os nomes dos envolvidos no cometimento do crime enquadrado como Auxilio a Fugitivo.

Brito preferiu não entrar em detalhes sobre quais foram às ações de cada um dos envolvidos, porque sabe que eles irão ler toda a matéria e automaticamente e entenderam o recado abaixo:

Auxiliar fugitivo é crime

A pessoa que auxilia o autor de um crime a fugir, a se esconder da ação da autoridade policial, pode ser punida com até 6 (seis) meses de detenção. Contudo, existem situações em que os sentimentos de amor, amizade, bem como os laços familiares, fazem com que seja impossível ao cidadão agir de outro modo. Ou seja, o sentimento é tão forte que faz com que o indivíduo prefira se submeter aos rigores da lei do que delatar a pessoa amada. Seria, inclusive, uma grande injustiça punir uma mãe que não quer denunciar seu filho. Para evitar essa espécie de injustiça, o legislador brasileiro definiu que é isento de pena o ascendente, o descendente, o cônjuge e o irmão do criminoso, que, movidos por esses sentimentos, prestam auxílio ao mesmo.
Fonte Legal:Art. 348, §2° do Código Penal.

 

A ASTÚCIA E CRUELDADE DE UM ASSASSINO FRIO E CALCULISTA

Chancha foi morta com requinte de crueldade na madrugada do dia 21 de junho de 2010 enquanto encontrava-se sozinha em sua residência na agróvila. O autor aproveitou-se da ausência Jorge (viúvo da vítima) para ir até a casa onde Minervina estava, e lá, cometeu a barbárie. Jorjão como é conhecido, trabalhou durante toda a noite na praça sete com sua barraca de caipifruta e ficou estarrecido com o que aconteceu com sua mulher.

Na mesma madrugada do crime, Beltrão teria ido ao hospital fazer curativos. Para o delegado Dr. Kleber, ele havia dito que caiu no banheiro, porém ao verificar o cômodo da casa, Klever não encontrou vestígios de sangue algum.

Nas unhas da vítima, a polícia constatou que havia pele humana, o que condizia com as marcas feitas em Beltrão. De imediato o delegado levou o suspeito para fazer exames de DNA no sentido de comparar o sangue nas unhas de chanchã com o de Beltrão. Porém, por achar que o suspeito não fosse fugir, deixou-o em liberdade até que o resultado chegasse, porém sabendo que o resultado daria positivo, o assassino foragiu-se de Medeiros Neto, contando com a ajuda de terceiros.

BELTRÃO SANTANA SILVA – O COLECIONADOR DE INIMIZADES

O assassino mais frio, calculista e odiado da história de Medeiros Neto, foi também um grande colecionador de inimizades por onde passou na capital mineira. Um dos membros da equipe PG esteve na tarde desta feira no bairro João Pinheiro onde conheceu alguns vizinhos que o detestavam. Porem a identidade dos mesmos foi preservada para evitar retaliações.

Ao puxar o prontuário de Beltrão no sistema INFOSEG a policia constatou várias ocorrências, desde 2008 até sua última ocorrência ano passado, a qual nesta, ele fez questão de deixar seu endereço e até número de celular. Entre as ocorrências houve: suspeita de roubo de combustível, suspeita de roubo de celular, ocorrências brutais de transito, etc.

Corre nas mentes ainda dos medeirosnetenses, um outro homicídio em que todas as evidencias apontam também Beltrão Santana Silva como autor. Este assassinato foi do irmão caçula do empresário Nilton Lopes. O jovem na época foi morto em uma emboscada arquitetada por Beltrão em uma cidade praiana do extremo sul. A reportagem  tentou manter contato com a família para relembrar a crueldade que Beltrão fez com o garoto, porém não obteve êxito.

FORÇA DE RESPOSTA PAT GARRETT

Havia uma força tática denominada Pat Garrett (pet gêret) que intensificou o monitoramento de Beltrão a mais de dois meses e inclusive suas principais rotas de fuga para São Paulo, Montes Claros, etc.

A equipe vinha se fortalecendo ao longo destes meses e teve seu nome batizado como Pat Garrett após um comentário sarcástico de um internauta que assinava pelo pseudo “Bily de Kid”no medeirosneto.com. O franco comentarista aproveitou o espaço no site para desdenhar o trabalho do de reportagem e tentando fazer chacota com a polícia. Vale lembrar que Bily The Kid foi um fora da lei que atuava no condado deLincoln USA, no século 19 e o único que conseguiu findar sua carreira no crime foi o Sheriff Patt Garrett, por isso então a missão teve esse nome adotado e pra acrescentar ainda mais a ironia trágica do destino, o primeiro mandado de prisão de Beltrão foi justamente expedido um uma data que coincide e muito com o dia em que Pat cessou a carreira do fora da lei (14,07). Coincidências à parte, quem desdenhou, acabaram motivando, e muito, a prisão do autor do assassinato de Chancha.

A polícia de Minas Gerais em peso ficou revoltada com o fato de um assassino sanguinário tão perigoso estar a solta na cidade e ainda por cima dirigindo ônibus coletivo, correndo o risco de matar mais algum inocente a qualquer momento.

COLETIVA DE IMPRENSA

A coletiva com a imprensa mineira acontecerá hoje a partir das 10h00min, na sede da Regional Noroeste, onde os repórteres entrevistarão o delegado e possivelmente Beltrão. A tropical FM tentará transmitir ao vivo o depoimento dos dois.

POR: SESSÉ GUIMMAS

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