Zelensky nega envolvimento da Ucrânia em atentado terrorista na Rússia

Moscou, 23 de março de 2024 – O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, negou as acusações feitas por autoridades russas de que a Ucrânia estaria envolvida no atentado terrorista que deixou 133 mortos em uma casa de shows nos arredores de Moscou. Em resposta às alegações, Zelensky acusou o presidente russo, Vladimir Putin, e “o resto da escória” de tentar transferir a culpa pelo ataque.

O atentado, reivindicado pelo Estado Islâmico, ocorreu na noite de sexta-feira e deixou também mais de 140 feridos. Pouco depois do incidente, autoridades russas, incluindo o ex-presidente Dmitry Medvedev e o próprio Putin, sugeriram a participação da Ucrânia no ataque. No entanto, Kiev nega veementemente qualquer envolvimento.

Assessores presidenciais ucranianos, como Mikhailo Podoliak e Andriy Yusov, descreveram as acusações russas como “insustentáveis e absurdas”. Yusov destacou que a região de Bryansk, onde quatro suspeitos foram presos, está repleta de militares e serviços de segurança russos, tornando improvável que terroristas tentassem fugir por lá.

Os serviços de segurança da Rússia (FSB) informaram que 11 pessoas suspeitas de envolvimento no atentado foram presas, incluindo os quatro atiradores. Segundo o Ministério do Interior russo, todos os suspeitos seriam estrangeiros, mas suas nacionalidades não foram especificadas. A agência russa Ria Novasti divulgou imagens e vídeos dos suspeitos, incluindo uma suposta confissão, mas a veracidade destas informações ainda não foi confirmada oficialmente.

Enquanto a Rússia busca respostas para o atentado, a Ucrânia rejeita qualquer conexão com o incidente e acusa Moscou de tentar desviar a atenção de sua própria responsabilidade. A tensão entre os dois países, que já dura mais de dois anos desde o início da invasão russa à Ucrânia, parece estar longe de ser resolvida.

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