Brinquedos capazes de conversar, lembrar preferências e adaptar respostas entraram no campo de atenção dos pediatras. A Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou um alerta sobre a presença da inteligência artificial na experiência infantil.

A preocupação envolve exposição de dados, conteúdo das interações e relações emocionais com sistemas que simulam diálogo. Produtos conectados podem registrar voz, imagem e informações da rotina.

A entidade recomenda atenção à escolha e ao acompanhamento do uso. Uma resposta com aparência de empatia não transforma um programa em pessoa responsável pela criança.

Antes de oferecer o dispositivo, a família precisa entender conectividade, coleta de informações, configurações e possibilidade de supervisão. A descrição comercial nem sempre permite perceber esses limites.

O debate não se resume à novidade tecnológica. Ele envolve a forma como o brincar preserva interação humana, privacidade e desenvolvimento, com orientação adequada à idade e às características de cada criança.

Com informações de Agência Brasil.