O fim da fase mais aguda da pandemia não encerrou a circulação de desinformação em saúde. Um estudo da Lupa aponta mudança de temas e de formatos, com presença de conteúdos sobre vacinas, câncer, dengue e nutrição.

Entre 2017 e junho de 2026, a instituição analisou 764 alegações. Mais de 87% foram classificadas como falsas dentro desse conjunto de checagens.

Esse percentual não descreve todo o conteúdo de saúde da internet. As alegações foram selecionadas para verificação, o que limita a interpretação do resultado.

Vídeos manipulados, inteligência artificial e anúncios pagos aparecem entre os meios de circulação. A aparência profissional de uma publicação não demonstra validade médica.

Para o público, a verificação envolve identificar autoria, evidências e finalidade comercial. Uma promessa de cura ou um depoimento isolado não substitui estudos e orientação clínica, especialmente quando incentiva abandono de tratamento ou compra de produto.

Com informações de Radioagência Nacional.